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The brazilian singer ÂNGELA FRANCO
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FLORAL E TANTO: JARDIM SEM FANTASIA É JARDIM?


Não tendo mais tempo para apenas uma
flor, que rosa pouca é bobagem no quintal
do mundo, pá e picareta
e adubo nas mãos, é preciso estar atento
e forte, cuidar do jardim de muitas 
facetas, é preciso
rosar o mundo, pô-lo do jeito do melhor sabor
da melhor comida, viajar entre canteiros, viajar 
é mais (alguma vertente de espinhos 
nos espera),
mas viajar é preciso, e nós iremos 
e alguém mais irá preparando alamedas
aqui e ali, lá e além-lá, enfim, em todo lugar.


Foto e poema: Darlan M Cunha

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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  

calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

<ímã>

A aldeia tem suas travas, e também seus vasos comunicantes, ou veias, a aldeia pulsa igual e diferente todos os dias, igual e diferente, atraindo todos os graus da vontade consciente e da curiosidade, as aldeias transformaram-se em monstrópoles e suicidades, e porque vieram para ficar, elas verão o fim do mundo. Darlan M Cunha