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O ANO TODO SEJA DOMINICAL


domingo legal de pé na estrada, chove
chove no mundo, e em muitos horizontes
há lágrimas, em muitas casas os cupins
reviram a fórmica, e os móveis estalam
pelo uso e abuso, alguém tira o boné
e alguém mata alguém, alguém se lembra
de acarinhar alguém, casais há
aborrecidos pela demora de entrega
das chaves; querendo baixar a ansiedade,
médicos aconselham deixem o pigarro
as estrelas graúdas ou anônimas
do cinema diário das ruas
que é o lugar onde as pessoas
mais entram e saem de si. escuta:
preguiça e macarronada são sinônimos
de domingo. chove em todo o horizonte
e só então reparam que estão com fome,
com fome de algo mais do que simples
ritual, do que o simples amor, e vão de novo
para as ruas, algo novo os chama, ano
bom ou mau, aí vão ambos, também os solitários
vão em busca de algo novo no ano novo


Desenho e poema: DARLAN M CUNHA
Obrigado a todas e todos que aqui vieram em 2011
Thanks to all the people who supported me

*****

WORDPRESS
disse dos meus textos postados no meu site UAÍMA, na resenha geral anual que este SITE faz de cada usuário - em 1 de janeiro de 2012:
"Alguns dos seus artigos mais populares foram escritos antes de 2011. A sua escrita tem influência! Considere escrever mais sobre esses tópicos".

AQUI: uaima.wordpress.com/2011/annual-report/


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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  

calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

<ímã>

A aldeia tem suas travas, e também seus vasos comunicantes, ou veias, a aldeia pulsa igual e diferente todos os dias, igual e diferente, atraindo todos os graus da vontade consciente e da curiosidade, as aldeias transformaram-se em monstrópoles e suicidades, e porque vieram para ficar, elas verão o fim do mundo. Darlan M Cunha