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Brazilian Art - Faculdades Newton Paiva. Belo Horizonte, MG, BRASIL

HELENA DE TRÓIA


helena de tróia foi uma jóia
sem igual, por carregar consigo
o germe, o sal escuro da guerra.
pobre garota entre colinas
de vinhas e azeitonas, o linho
do seu vestido branco no azul
horizonte grego, tempo negro
perseguindo a bela da terra
onde valores de igualdade
foram forjados com têmpera
mais severa e mais maleável
do que os melhores metais
e as melhores nuvens de que a fala
é capaz, sim, pobre helena
jóia de tróia, presa no olimpo
de sua sutileza e beleza, relva
de ouro seus cabelos, melena
por melena, fez uma tragédia grega
essa helena, ponte máxima
entre o fervor dos gregos
a rixa entre páris e agamênon
e o castigo ou desdém dos deuses
*****

Foto e poema: Darlan M Cunha

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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  

calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

<ímã>

A aldeia tem suas travas, e também seus vasos comunicantes, ou veias, a aldeia pulsa igual e diferente todos os dias, igual e diferente, atraindo todos os graus da vontade consciente e da curiosidade, as aldeias transformaram-se em monstrópoles e suicidades, e porque vieram para ficar, elas verão o fim do mundo. Darlan M Cunha