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IASNAIA POLIANA
(a famosa propriedade rural do escritor Leão Tolstoi - autor de Guerra e Paz)













UM ELO MAIS ATÉ O DESASSOMBRO


uma casa sem muro, com muitos silêncios
nas frestras, silêncios arados para deitarem normas
no chão mais duro da esperança, muro real há
nos seus mais ásperos trechos,
que a vida é um muro sem antinomias
nem antipatias menores, e passar por ele requer mais
do que simples (a)versão de um idioma
em relação a outro, mais que amor à primeira
pista, pelo que o silêncio pode oferecer algo mais
do que um copo de cólera a alguém numa varanda


Texto: Darlan M Cunha   /   Foto: Maxiriska
http://members.fotki.com/maxiriska/about/

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calmaria

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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  
foi uma sensação sem punhos, sem lábios, indício algum de ter existido Quando será que na ocidental sociedade (porque nas outras sociedades, parece, este é um caso perdido, sim, pois nos fazem vê-las, a elas, como casos perdidos. Há sociedades em que as mulheres não têm nem mesmo um nome), repito : quando será que as mulheres não perderão seu nome de solteira após casarem-se - a não ser que o queiram perder, por livre e espontânea vontade, e não pelo arraigado costume de se reconhecer mais esta submissão a que foram e ainda são submetidas perante os homens, costume este que continua roendo-lhes os dias e vazando-lhes as noites ? (DMC) ****** Poema de Astrid Cabral (1936- , Brasil) O FOGO Juntos urdimos a noite mais seu manto de trevas quando as paredes recuam discretas em horizontes de além-cama e num espaço de altiplano rolamos nossos corpos bravios de animais sem coleira e juntos acendemos o dia em cachoeiras de luz com as centelhas que nós seres primitivos forjamos com a pedra las...