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Destrava destes ombros
o que o entorno mede
como irrealízável...

ASSENTA


Assenta no colo do pensamento um eco
qualquer que anuvie a noção tempo-espaço,
enrosca os membros nalguma
ternura, amarra com os teus cabelos
este peito e, com as unhas,
desenha nas minhas costas pedido de socorro
- melhor que não, vamos

viver muito ainda entre cebolas
e lágrimas, laranjas e passeios mais distantes
do que a galáxia e a filosofia.

Vamos, dá-me um pouco que seja desta água
da qual só tu não perdeste a nascente.

DMC
*****
foto: Helena Aragão

Comentários

  1. Legal! Obrigada por avisar sobre o uso da foto. Como ela está publicada com uma licença Creative Commons que permite uso não-comercial, não há problema nenhum.

    Bacana conhecer seu blog.

    Abraço

    ResponderExcluir
  2. É isso aí, HELENA.
    Grato pela gentileza. A casa é sua.

    ResponderExcluir

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calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  
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