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PAMPULHA


PEDRA DA LUA


Uma pedra caiu da lua
rolando feito lágrima na rua
a pedra lunar (de onde mais
pode vir-nos o espanto ?)

uma pedra caiu da lua
sobre a arquitetura do choro
no meio da rua, uma solidão
igual à daquela pedra
logo coberta de mãos
(a educação pela pedrada)

ouço choro de mães pelo que
as pedras aos filhos fazem,
ouve-se algum riso e muito
espanto na rua onde caiu
o mineral lunar, mas a
um cão uivando para a lua
não se presta tanto tento

uma pedra rolou da lua
até onde um músico
limpava as unhas e os poros
do mundo, no meio da rua
cantou-se a pedra noventa,
sim, de tudo se faz canção:

horto e horta, jardim ou cinzas:
quem mais cantará a pedra da lua ?


Poema e foto: Darlan M Cunha
(Toninho Horta tem uma música com esse título. SITE OFICIAL:
http://toninhohorta.blogspot.com

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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  

calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

<ímã>

A aldeia tem suas travas, e também seus vasos comunicantes, ou veias, a aldeia pulsa igual e diferente todos os dias, igual e diferente, atraindo todos os graus da vontade consciente e da curiosidade, as aldeias transformaram-se em monstrópoles e suicidades, e porque vieram para ficar, elas verão o fim do mundo. Darlan M Cunha