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FROM DIGITAL AGE TO STONE AGE (to wake up or not?)


O meu amigo Opabília tem cinco olhos com os quais preserva-se de um mundo todo ele olhos, mais para malévolos (os do mundo) do que para outra intenção. Expressões como pedra sobre pedra, olho por dente, dente por olho e a educação pela pedrada ele segue-as à risca, segue o tema para jovens enamorados mais de si do que do seu entorno, pelo que está bem longe de mim reprovar-lhe tal atitude, que também eu me previno assim, por sempre escamoteado, espicaçado, mas sou carne nua e crua, e só mesmo um tempero adequado para a ele adequar-me eu mesmo, carne dura, fibra por fibra, carne de pescoço – como diz o povo, embebendo-se ele mesmo numa estopa cheia de combustível de imprevisível ascenção, de ignição destemperada, que o povo vive sua pedra, sua pedreira, sua educação pela pedrada na era digital.



Foto e crônica: DMC

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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  

calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

<ímã>

A aldeia tem suas travas, e também seus vasos comunicantes, ou veias, a aldeia pulsa igual e diferente todos os dias, igual e diferente, atraindo todos os graus da vontade consciente e da curiosidade, as aldeias transformaram-se em monstrópoles e suicidades, e porque vieram para ficar, elas verão o fim do mundo. Darlan M Cunha