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TRANÇA O QUE HOUVER, MAIOR É O ESPANTO, MAIOR O SILÊNCIO QUE INVADE QUEM OUSA O IMPREVISTO.
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DAS NOÇÕES

A noção de felicidade é parca
pelo que pensas de ti, mais
do que dela e de seus derivados na boca
do Outro.

Você ainda quer morar comigo, mais
do que consigo ?
Ainda, distraída-
mente, pisas nos astros
e te dessoras e te acamas por fissuras
na lataria de um calor (colar)
sempre às voltas

com algum torpor, um veio
descoberto mais além desta casa
onde mortos com mortos

se entendem, vivos ameaçam
a inenarrável algazarra das antíteses ?

DMC
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Foto de um trabalho de FRANS KRAJCBERG

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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  

calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

<ímã>

A aldeia tem suas travas, e também seus vasos comunicantes, ou veias, a aldeia pulsa igual e diferente todos os dias, igual e diferente, atraindo todos os graus da vontade consciente e da curiosidade, as aldeias transformaram-se em monstrópoles e suicidades, e porque vieram para ficar, elas verão o fim do mundo. Darlan M Cunha