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DANCE COM O VENTO... MAS COMIGO TAMBÉM.





















Já repararam que uma árvore, se sozinha, chama imediatamente a atenção, a partir de onde ela esteja no campo, à beira de uma estrada ou perdida entre máquinas nalguma lavoura imensa, como se lhe fizessem um favor, matando todas e deixando só uma para dar um testemunho ou enfeitar the plantations ?

repararam nela, sozinha numa praça onde passarinhos desesperados (sem-teto) arrumam suas trouxinhas e partem com lágrimas e negras nuvens sobre eles ?

repararam que ninguém dá a mínima para ninguém - que cada um é só um número no meio do mundo, e que isso não dá coceira em quase ninguém ?

DMC
imagem: bordo canadense = Acer pseudoplatanus L.

Comentários

  1. É... Tanta coisa que a gente deixa de reparar, quando repara, escapa...

    =*

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  2. Hehehe... NINA, você é uma sábia, pois é isso mesmo o que não raro acontece.
    Aquele abraço.
    Darlan

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calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  
foi uma sensação sem punhos, sem lábios, indício algum de ter existido Quando será que na ocidental sociedade (porque nas outras sociedades, parece, este é um caso perdido, sim, pois nos fazem vê-las, a elas, como casos perdidos. Há sociedades em que as mulheres não têm nem mesmo um nome), repito : quando será que as mulheres não perderão seu nome de solteira após casarem-se - a não ser que o queiram perder, por livre e espontânea vontade, e não pelo arraigado costume de se reconhecer mais esta submissão a que foram e ainda são submetidas perante os homens, costume este que continua roendo-lhes os dias e vazando-lhes as noites ? (DMC) ****** Poema de Astrid Cabral (1936- , Brasil) O FOGO Juntos urdimos a noite mais seu manto de trevas quando as paredes recuam discretas em horizontes de além-cama e num espaço de altiplano rolamos nossos corpos bravios de animais sem coleira e juntos acendemos o dia em cachoeiras de luz com as centelhas que nós seres primitivos forjamos com a pedra las...