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ZANCOS















Francisco GOYA (Esp., 1746-1828)
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MANCOS

São inumeráveis os mancos em todo o mundo, em qualquer rua se lhes pode sentir a andadura de sempre: cambaios, arredios, sarcásticos (tentando compensar deficiências), pondo em causa a causa disso e daquilo, ah, mas os mancos também se divertem, geralmente dando badaladas uns nos outros com a própria cabeça e pernas-de-pau. Agora... é claro que podes (ou deves) levar isto que eu aqui escrevo como sendo uma metáfora, uma alusão a todos nós. Melhor, por mais real.
DMC

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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  

calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

graduação

  Certos bichos não se abrem nem com eles mesmos, sendo ao mesmo tempo o nunca e o nada, decididos a cavar minas e rinhas e tísicas, de modo a que algum dia talvez tenham a sensação de não se terem graduado em vão.  - Darlan M Cunha