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alho // ajo  // garlic
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     Na praça do óleo, em Betim, MG, sentei-me para beber uma cerveja, e muito bem fiquei por lá, pensando no nome da praça, em sua razão de ser, após ter sido advertido de que o lugar tinha e tem tal nome devido a que já existia ali uma árvore de nome pau d'óleo, e que tropeiros, vindos de várias propriedades ou ermos, vinham vender, comprar ou fazer trocas (escambo) por ali. Isso já faz muito tempo - a cerveja que bebi por lá, e ainda mais tempo faz que passou o tempo dos tropeiros fazendo escambo entre a cruz e a espada, debaixo de chuva e de sol. Enfim, segundo li aqui, consta que neste lugar havia um Pau D' Óleo onde o povo se reunia para contar histórias, fazer missas campais e bater papo.

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Foto e texto: Darlan M Cunha
em  itálico: Cicero Clarindo (TimBeta)

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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  

calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

<ímã>

A aldeia tem suas travas, e também seus vasos comunicantes, ou veias, a aldeia pulsa igual e diferente todos os dias, igual e diferente, atraindo todos os graus da vontade consciente e da curiosidade, as aldeias transformaram-se em monstrópoles e suicidades, e porque vieram para ficar, elas verão o fim do mundo. Darlan M Cunha