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Viajar é mais - diz a canção 
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     Os chineses dizem que a mais longa caminhada começa com o primeiro passo, e creio nisso, porque ainda tenho algo da visão de tempos atrás, ciente de que são demais os perigos desta vida, atoleiros sem fim, mangues, névoas morais atormentando durante 25 horas por dia, enfim, tempestades de areia e de gente a dois passos da errância final, o diabo sobre a colina, the fool on the hill, espasmos pela falta de ar, falta sangue, o aparelho de hemodiálise está sem valia, algo paralisados os homens e as mulheres, dominados pela vontade de irem a outras paragens, mas o mundo é pequeno, não havendo onde se meter, só resta jogar os calcanhotos nas estradas.

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foto e texto: Darlan M Cunha

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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  

calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

<ímã>

A aldeia tem suas travas, e também seus vasos comunicantes, ou veias, a aldeia pulsa igual e diferente todos os dias, igual e diferente, atraindo todos os graus da vontade consciente e da curiosidade, as aldeias transformaram-se em monstrópoles e suicidades, e porque vieram para ficar, elas verão o fim do mundo. Darlan M Cunha