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SAL

Na calma da manhã as aves ainda em seu conluio, lá fora
os entraves do dia saltam poças 
de água e sangue, pois é na rua 
que as coisas 
acontecem,  na calma ou no areal 
das mãos revoltas as coisas 
acontecem - ou se salvam ou se degradam.


Poema: Darlan M Cunha
Foto: Orlando Luis Pardo Lazo - http://www.desdecuba.com/generaciony/

Comentários

  1. Olá Darlan, boa tarde.

    Gostaria de enviar um convite/informativo do edital Rumos Literatura do Itaú Cultural.

    Trata-se de um programa nacional de incentivo a produção e crítica literária, inteiramente gratuito, que já está com o período de inscrições em aberto.

    Para tanto, peço que me passe um e-mail de contato através do renato@comunicacaodirigida.com.br.

    Obrigado.

    Renato Pedreira
    Itaú Cultural - Comunicação Dirigida

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calmaria

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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  
foi uma sensação sem punhos, sem lábios, indício algum de ter existido Quando será que na ocidental sociedade (porque nas outras sociedades, parece, este é um caso perdido, sim, pois nos fazem vê-las, a elas, como casos perdidos. Há sociedades em que as mulheres não têm nem mesmo um nome), repito : quando será que as mulheres não perderão seu nome de solteira após casarem-se - a não ser que o queiram perder, por livre e espontânea vontade, e não pelo arraigado costume de se reconhecer mais esta submissão a que foram e ainda são submetidas perante os homens, costume este que continua roendo-lhes os dias e vazando-lhes as noites ? (DMC) ****** Poema de Astrid Cabral (1936- , Brasil) O FOGO Juntos urdimos a noite mais seu manto de trevas quando as paredes recuam discretas em horizontes de além-cama e num espaço de altiplano rolamos nossos corpos bravios de animais sem coleira e juntos acendemos o dia em cachoeiras de luz com as centelhas que nós seres primitivos forjamos com a pedra las...