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SAL

Na calma da manhã as aves ainda em seu conluio, lá fora
os entraves do dia saltam poças 
de água e sangue, pois é na rua 
que as coisas 
acontecem,  na calma ou no areal 
das mãos revoltas as coisas 
acontecem - ou se salvam ou se degradam.


Poema: Darlan M Cunha
Foto: Orlando Luis Pardo Lazo - http://www.desdecuba.com/generaciony/

Comentários

  1. Olá Darlan, boa tarde.

    Gostaria de enviar um convite/informativo do edital Rumos Literatura do Itaú Cultural.

    Trata-se de um programa nacional de incentivo a produção e crítica literária, inteiramente gratuito, que já está com o período de inscrições em aberto.

    Para tanto, peço que me passe um e-mail de contato através do renato@comunicacaodirigida.com.br.

    Obrigado.

    Renato Pedreira
    Itaú Cultural - Comunicação Dirigida

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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  

calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

<ímã>

A aldeia tem suas travas, e também seus vasos comunicantes, ou veias, a aldeia pulsa igual e diferente todos os dias, igual e diferente, atraindo todos os graus da vontade consciente e da curiosidade, as aldeias transformaram-se em monstrópoles e suicidades, e porque vieram para ficar, elas verão o fim do mundo. Darlan M Cunha