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ABRIL DOIDO


Em abril, a Idéia se dobra e se desdobra sobre o tempo perdido,
cruzando colinas e riachos, saturada de sol
e sal, ajeita o gorro, reenche o cachimbo e põe fogo na mata
da imaginação, e logo saltam do forno imaginário
os primeiros assados, estalos de colheita
só possível em abril, espremida entre as águas
de março e a própria incógnita
de como entregar a maio os ossos ainda quentes, talvez não inteiros,
do seu ofício, sua herança que, em abril, já se atrasa no riso,
malha seus riscos.


Poema: Darlan M Cunha
Imagem trazida do site MUSEU DA PESSOA

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calmaria

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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  
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