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LIOS

 Refém da solidão, pausa nenhuma
terás, devendo ao Nada algo mais do que
ecos de estradas já rotas, o que sobra
para ser escrito nos muros onde o sol
se cumpre, nenhuma causa podendo
antecipar para si os ovos possíveis


da luta corporal.

Refém da solidão tu és, de pé sobre 
escombros, rumo à abertura 
que os ossos do ofício façam por merecer.


Comentários

  1. darlan obrigada pela vista nom meu blog... referens da solidão?? somos todos não?? ;o)) bom final de semana pra vc

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  2. Grato, Santa...
    pela visita. A Casa é sua.

    Darlan

    ResponderExcluir

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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  

calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

<ímã>

A aldeia tem suas travas, e também seus vasos comunicantes, ou veias, a aldeia pulsa igual e diferente todos os dias, igual e diferente, atraindo todos os graus da vontade consciente e da curiosidade, as aldeias transformaram-se em monstrópoles e suicidades, e porque vieram para ficar, elas verão o fim do mundo. Darlan M Cunha