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FACE A ISTO

O maior orgulho do Diabo não é a arquitetura arredondada, abaulada, ovalada e triangular dos seus mil fornos, nem o pronto atendimento a quem chega, a hipnose de suas brasas, a sutileza de suas gozações e o branco de seus dentes e o vermelho impecável de seus cornos, mas sim quem entra pelos seus mil portais, sim, o maior orgulho do Demo são as suas visitas (e não vítimas, pois vieram pra cá porque deus os mandou pra cá, ele diz, eu digo).

Sua grande motivação é a de estar por dentro e ter aquilo que todos e todas que com ele vão ter necessitam, ouvir-lhes os suplícios, o medo de camundongos, o temor às ameaças de deus e seus puxa-sacos, sim, sua felicidade é ficar ao lado de quem dele necessite num momento de fragilidade, pois o Capeta tem larga visão, bom garoto, entende de fogos de armistício quanto de fogos de artifício – sendo que destes ele não gosta, pelos artifícios que soltam só enganação. O dicionário do Diabo não poupa elogios às suas visitas (e não vítimas, convenhamos).

Venha cá... Satã diz:
eu tenho tanto pra lhe falar, mas com palavras não sei dizer. Meu bem, nossas eternas brasas.

DARLAN

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calmaria

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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  
foi uma sensação sem punhos, sem lábios, indício algum de ter existido Quando será que na ocidental sociedade (porque nas outras sociedades, parece, este é um caso perdido, sim, pois nos fazem vê-las, a elas, como casos perdidos. Há sociedades em que as mulheres não têm nem mesmo um nome), repito : quando será que as mulheres não perderão seu nome de solteira após casarem-se - a não ser que o queiram perder, por livre e espontânea vontade, e não pelo arraigado costume de se reconhecer mais esta submissão a que foram e ainda são submetidas perante os homens, costume este que continua roendo-lhes os dias e vazando-lhes as noites ? (DMC) ****** Poema de Astrid Cabral (1936- , Brasil) O FOGO Juntos urdimos a noite mais seu manto de trevas quando as paredes recuam discretas em horizontes de além-cama e num espaço de altiplano rolamos nossos corpos bravios de animais sem coleira e juntos acendemos o dia em cachoeiras de luz com as centelhas que nós seres primitivos forjamos com a pedra las...