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RODANDO NU COM A LUA

Hoje, 10 de março, acordei às 2:50h, e fiquei assim como que flutuando, ainda sem saber direito o que fazer: se me levantava e preparava um café, se ia urinar, se ligava a tv ou se ficava ali numa boa, deitado, vendo a lua cruzar o céu, enquanto inundava meu quarto, rolando chispas e faíscas no chão, no guarda-roupa e sobre mim, como sempre durmo... nu. Minha janela fica sempre aberta, a não ser quando chove. Fiquei ali, pensando belezas e tristezas, lembrando fatos e quase fatos, arrumando a memória um pouco, visualizando os ovos futuristas, cansado de mim, de algo indiviso, de muito, de nada específicamente. Sim, a gente se cansa de algo, embora possa voltar ao seu convívio, uma canção diz que o perdão também se cansa de perdoar. Mas aqui não se trata de perdão, nada disso. O assunto nem existe, para quem esteja na cama, nu com a lua.
DARLAN
*****
Fotos: ZANASTARDUST

e aqui: ZANASTARDUST

Comentários

  1. Fazia tempo que eu nao passava por aqui...

    Lindas as fotos, hehehe!

    ResponderExcluir
  2. Realmente, lindas fotos. Vou te apresentar quem as fez... hehe.
    Combinado ?

    Darlan

    ResponderExcluir

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Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  

calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

<ímã>

A aldeia tem suas travas, e também seus vasos comunicantes, ou veias, a aldeia pulsa igual e diferente todos os dias, igual e diferente, atraindo todos os graus da vontade consciente e da curiosidade, as aldeias transformaram-se em monstrópoles e suicidades, e porque vieram para ficar, elas verão o fim do mundo. Darlan M Cunha