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FADO CURVO























Do silêncio, pousado mais além do Estigma, às palavras e atos que se tenha a oferecer, vai uma distância que cresce à medida em que se tenta chegar ao equilíbrio, sim, eis que os fatos da cidade – fardos ou levezas sejam –, rotos ou não, presos ou não na tempestade, são nossos caprichos, ecos muito diversos entre si, grãos de areia mas areal, solitários peixes formando a coesão e a força do cardume.
[...]
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GENTE BOA,
acabo de receber comunicado da prestigiosa e prestigiada Revista MINGUANTE (on line), de Portugal, número 12, na qual há novamente um texto meu publicado.
É uma Revista aberta à participação de qualquer pessoa dos países de língua portuguesa e da Espanha e da Argentina. Trimestral, após severa escolha dos textos, cerca de 64 autores / as são publicados / as. Mininarrativas, poemas e fotografias. Tenho presença nos números 2, 3, 4, 5, 6, 10, 11, 12...
MAIS AQUI:
minguante.com/?num=12&textos=darlan_cunha
DARLAN M CUNHA

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calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  
foi uma sensação sem punhos, sem lábios, indício algum de ter existido Quando será que na ocidental sociedade (porque nas outras sociedades, parece, este é um caso perdido, sim, pois nos fazem vê-las, a elas, como casos perdidos. Há sociedades em que as mulheres não têm nem mesmo um nome), repito : quando será que as mulheres não perderão seu nome de solteira após casarem-se - a não ser que o queiram perder, por livre e espontânea vontade, e não pelo arraigado costume de se reconhecer mais esta submissão a que foram e ainda são submetidas perante os homens, costume este que continua roendo-lhes os dias e vazando-lhes as noites ? (DMC) ****** Poema de Astrid Cabral (1936- , Brasil) O FOGO Juntos urdimos a noite mais seu manto de trevas quando as paredes recuam discretas em horizontes de além-cama e num espaço de altiplano rolamos nossos corpos bravios de animais sem coleira e juntos acendemos o dia em cachoeiras de luz com as centelhas que nós seres primitivos forjamos com a pedra las...