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SANFONA PARA O CÉU ou
SKY IN THE ROAD ou Ich bin ein Weltbürger











A NOIVA DA NOITE


Salta de dentro de si,
como se chuva inesperada
fosse sobre

a espera.

Algo de extremo sabor vive
mais além destes muros,
na entrada desta casa
tudo trabalha

para que não erre o caminho
o amado, entre o olho
da samambaia e os dentes
da espera

estou.

DMC
*****
Foto: ZANASTARDUST

Comentários

  1. Ei, ficou legal!!
    :D
    depois a gente se fala, tô atrasildis.

    xau!!
    Zana

    ResponderExcluir
  2. Não tem problema... vamos viver muito.

    ResponderExcluir
  3. Oi, amigo Darlan!
    Obrigada pelos comentários e visitas aos meus blogs.
    Beijo pra vc.

    ResponderExcluir
  4. Nada como encontrar bom pouso, minha amiga, entre a turbulência - foi que que encontrei lá no teu Blog.

    Abraço.

    ResponderExcluir

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calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  
foi uma sensação sem punhos, sem lábios, indício algum de ter existido Quando será que na ocidental sociedade (porque nas outras sociedades, parece, este é um caso perdido, sim, pois nos fazem vê-las, a elas, como casos perdidos. Há sociedades em que as mulheres não têm nem mesmo um nome), repito : quando será que as mulheres não perderão seu nome de solteira após casarem-se - a não ser que o queiram perder, por livre e espontânea vontade, e não pelo arraigado costume de se reconhecer mais esta submissão a que foram e ainda são submetidas perante os homens, costume este que continua roendo-lhes os dias e vazando-lhes as noites ? (DMC) ****** Poema de Astrid Cabral (1936- , Brasil) O FOGO Juntos urdimos a noite mais seu manto de trevas quando as paredes recuam discretas em horizontes de além-cama e num espaço de altiplano rolamos nossos corpos bravios de animais sem coleira e juntos acendemos o dia em cachoeiras de luz com as centelhas que nós seres primitivos forjamos com a pedra las...