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LINHA
LETAL





A vida desse mítico denominador comum que é o homem de rua é monótona como água estagnada, Sr. Roberts. A sociedade capitalista transformou-o em simples feixe de repressões e hábitos inúteis sob o símbolo da divindade da classe média, o chapéu-coco. -Desviou rápidamente o olhar das anotações na palma da mão. - O trabalho incessante por pão e manteiga, o bicho-papão do desemprego, os deuses chicaneiros da fidalguia, as mentiras ocas do leito conjugal... O casamento - arrematou, deixando a cinza cair no tapete - é uma prostituição monogâmica legalizada.


DYLAN THOMAS. Retrato do Artista Quando Jovem Cão.
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Mandem-no para mim, a ele, ao homem que chegar a alguma conclusão sobre qualquer coisa, em qualquer lugar e tempo. Tragam-mo, e à sua mulher.
(Ouvido no Bar do Manoel Doido, no Mercado Central de Belo Horizonte, aos 22 de maio de 2006).
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DOPO LA TEMPESTA

The four seasons

the hundred fingers
of the sea

the fearful noise

of the air
and a thousand doors
in search of redemption.

DMC

Comentários

  1. Bar do Manoel Doido? haha! Fico imaginando como seria essa bar!

    Sobre a frase, afinal, encontraram o tal do homem?
    :D

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calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  
foi uma sensação sem punhos, sem lábios, indício algum de ter existido Quando será que na ocidental sociedade (porque nas outras sociedades, parece, este é um caso perdido, sim, pois nos fazem vê-las, a elas, como casos perdidos. Há sociedades em que as mulheres não têm nem mesmo um nome), repito : quando será que as mulheres não perderão seu nome de solteira após casarem-se - a não ser que o queiram perder, por livre e espontânea vontade, e não pelo arraigado costume de se reconhecer mais esta submissão a que foram e ainda são submetidas perante os homens, costume este que continua roendo-lhes os dias e vazando-lhes as noites ? (DMC) ****** Poema de Astrid Cabral (1936- , Brasil) O FOGO Juntos urdimos a noite mais seu manto de trevas quando as paredes recuam discretas em horizontes de além-cama e num espaço de altiplano rolamos nossos corpos bravios de animais sem coleira e juntos acendemos o dia em cachoeiras de luz com as centelhas que nós seres primitivos forjamos com a pedra las...