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ANTÍTESE PARA AS VEIAS INTUMESCIDAS, OU FIQUE COMO ESTÁ A NATUREZA DO REPOLHO ?

Foto: Edward Weston



Arrastei-me para a frente da cabana. O riacho era mais claro que o céu, era brilhante, na terra já escura. Invisíveis os seres palpitavam. Um confuso tropel subia das moitas: as árvores eram pejadas de vidas, como mulheres grávidas. E lá no alto do monte, havia um capucho branco, de um branco distante e perdido de mim mesma. Fiquei esperando, esperando, recaindo em desprezível desejo. A mulher de má vida, na cidade, à beira de sua casa infame, não teria sua tensão pior que a minha.

Dinah Siveira de Queiroz. Margarida La Rocque.


Comentários

  1. Eram, até então, o senso incomum, a rega de plantas sem cauda, sem ramos onde pendurarem uma idéia sequer. Mas eram.
    DMC

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  2. Não entendi nada do que está escrito aí no seu comments.
    Liliane

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  3. Parecem mesmo veias nesse folha de repolho, hehehe.
    abs

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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  

calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

<ímã>

A aldeia tem suas travas, e também seus vasos comunicantes, ou veias, a aldeia pulsa igual e diferente todos os dias, igual e diferente, atraindo todos os graus da vontade consciente e da curiosidade, as aldeias transformaram-se em monstrópoles e suicidades, e porque vieram para ficar, elas verão o fim do mundo. Darlan M Cunha