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O SÉTIMO MÊS


De acordo com as primeiras pegadas de julho, que já revolvem a terra
e jogam lá dentro os grãos pelos quais ele deverá ser
lembrado, cada dia exigirá seus frutos, pondo sob seu monopólio
o que lhe for devido. De acordo com os miolos do boi e a língua
da vaca, julho  
de mimosas será, algum estorvo imprevisto, pois viver tranquilo
nunca houve, mas nestes trinta e um dias de páginas
ainda em branco algo novo irá visitar-te, e te levantarás e viajarás
com essa expectativa, com novas sombras ao teu lado, velhas sombras
perdendo-se de vez na última esquina.
Verás, no sétimo mês,  nova frestra, a conjugação de um novo verbo
exigindo atenção, mas não horóscopo.


Foto e poema: Darlan M Cunha

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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  

calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

<ímã>

A aldeia tem suas travas, e também seus vasos comunicantes, ou veias, a aldeia pulsa igual e diferente todos os dias, igual e diferente, atraindo todos os graus da vontade consciente e da curiosidade, as aldeias transformaram-se em monstrópoles e suicidades, e porque vieram para ficar, elas verão o fim do mundo. Darlan M Cunha