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PARA ALÉM-LÁ DO QUE ENTRE GRAVETOS E GOTAS DIVERSAS POSSAM OS AMANTES USUFUIR.











MEDÉIA:
Estou na expectativa de acontecimentos há muito tempo, amigas, só imaginando o que pode haver ocorrido no palácio. Agora vejo um dos criados de Jasão chegar correndo aqui; sua respiração entrecortada indica que nos vem trazer notícias de alguma desgraça singular.
MENSAGEIRO:
Tu que, violentando as leis, premeditaste e praticaste um crime tenebroso, foge ! Foge, Medéia, seja por que meios for ou por que via, mar ou terra, nave ou carro !

EURÍPIDES. Medéia.
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poema de Darlan

O território se dá
em azul, o dia não
leve daqui a porcelana
o engaste

a víbora
nela desenhada, sim, que as mãos
que assumem a noite
também assumam o resto

da felicidade.
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foto de jóias afegãs

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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  

calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

<ímã>

A aldeia tem suas travas, e também seus vasos comunicantes, ou veias, a aldeia pulsa igual e diferente todos os dias, igual e diferente, atraindo todos os graus da vontade consciente e da curiosidade, as aldeias transformaram-se em monstrópoles e suicidades, e porque vieram para ficar, elas verão o fim do mundo. Darlan M Cunha