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DRUZHBA





Estando fora de si, os homens procuram os homens, não havendo mais do que um diagnóstico superficial acerca da pedra e/ou do plástico, do gás e/ou do divórcio (fumaça ?), das perdas e danos cotidiários, metem-se por aí, por desertos nunca antes vistos em suas lindezas e farturas (nem sempre fartura é lindeza). O entorno se fecha, abre-se pseuda-luz, e os homens e mulheres continuam vertendo risos e ladainhas, cada vez mais esperançosos de que tudo acabe logo. What's your reason ? não é nem será nunca a questão do momento.
DMC
******
Poesia de Rejane Spiegelberg Planer

Entre coisas simples
e outras tantas tão complicadas
Entre o que entendo
e o que deixo de entender
Está este amor que passa desapercebido
presente para sempre
E ausente simplesmente.
*******
foto AP de dois mendigos russos.
DRUZHBA é uma palavra eslava que significa Amizade.

Comentários

  1. Prieviet Drug! Rimos para não chorar... um dos remédios diante da angústia!

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  2. É isso mesmo, caro THIAGO... as faces são tocadas constantemente por ventos hostis, e agredido é o coração.
    Em frente.

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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  

calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

<ímã>

A aldeia tem suas travas, e também seus vasos comunicantes, ou veias, a aldeia pulsa igual e diferente todos os dias, igual e diferente, atraindo todos os graus da vontade consciente e da curiosidade, as aldeias transformaram-se em monstrópoles e suicidades, e porque vieram para ficar, elas verão o fim do mundo. Darlan M Cunha