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Precavendo-se, sob tantas incertezas...

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O ritmo do mundo sofre um impacto sobre o qual, num dos muitos corredores ou vielas do Mercado Central de Belo Horizonte, alguém disse ser comparável a um desvio ainda que mínimo do eixo da Terra, e ninguém ousou uma contrapartida ou réplica, de tão abaladas estão as criaturas, todas elas com os pés num breu nunca experimentado. Mas, sinto que, passada a varredura neste mundo de faz de conta que é feliz, e tudo voltará ao (a)normal, todo mundo logo voltará à sua vinha, ao seu òcio, à sua fingida alegria entre seis prensas: chão, teto e 4 paredes. E isto, com certeza, não será nenhuma surpresa para aquele que numa ruela do mercado teve a visão da insensata mesmice social.

DMC

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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  

calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

<ímã>

A aldeia tem suas travas, e também seus vasos comunicantes, ou veias, a aldeia pulsa igual e diferente todos os dias, igual e diferente, atraindo todos os graus da vontade consciente e da curiosidade, as aldeias transformaram-se em monstrópoles e suicidades, e porque vieram para ficar, elas verão o fim do mundo. Darlan M Cunha