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UM ARTISTA DA FOME


Jantou lá em casa um artista
da fome cujo nome e renome
eu desconhecia, dado a nadar
fora do contexto,
um artista da fome passou
a noite numa casa de família
pouco conhecida no todo:
a casa da palavra, mas logo
a mímese e a simbiose
entraram e ficaram entre
o anfitrião e o hóspede,
ambos cheios de fome 
pelo que poderia a palavra                                                                                
saciar-nos com o seu sexo                                                                              
certamente capaz                                                                                
de maravilhas únicas,                                                                                 
de singulares encantamentos
tanto pela pedra quanto pela água.


                                                                                    
Foto e poema: Darlan M Cunha

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