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PALAVRAS & SILÊNCIOS

















CUANDO YA NO IMPORTE


O Assombro vive de suas cordas tensionadas, vive

o Espanto tirando sombras de algum instrumento,

abrindo mentações para o novo, o que para ti

e para os teus importa: o aço das facas, sua beleza

de corte sem sutura, ouça

a mulher que reclama

não teres mais mímese nem simbiose pelas quais

os dias eram sem nome e sem data, vê: ainda

o teor de sal há de ser revisto,

o açúcar regrado da sociologia que te ampara

já é gasto, e assim

melhor será abrir com as dobras da música o acervo

entre os convivas, a mesa bem diluída,

o peixe (e a sua simbologia)

à espera.


DARLAN M CUNHA

Foto: catkeyboard: JERSEYBLOGS



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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  

calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

<ímã>

A aldeia tem suas travas, e também seus vasos comunicantes, ou veias, a aldeia pulsa igual e diferente todos os dias, igual e diferente, atraindo todos os graus da vontade consciente e da curiosidade, as aldeias transformaram-se em monstrópoles e suicidades, e porque vieram para ficar, elas verão o fim do mundo. Darlan M Cunha