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É O QUE VÊS





Este livro raro, intitulado Animais peçonhentos, de Flávio da Fonseca, foi publicado em 1949 pelo Instituto Butantã, e esta cópia, que pertence à Royal Library (London), tem a particularidade de ter a capa elaborada com coro de cobra, e, além disso, ter como seu marcador de págna a cabeça da cobra. Gaças à gentileza do Sr. Eric Font, da conceituada Fundação Margaret Mee, numa correspondência enviada a mim, mostro aqui esta beleza.
Mais.


***

Poetas e pintores
românticos, surrealistas, concretistas, cubistas,
eu vos conclamo.
Vinde todos cantar, rimar em versos,
bizarros coloridos,
os becos da minha terra.
Ao meio-dia desce sobre eles,
vertical,
um pincel de luz,
rabiscando de ouro seu lixo pobre,
criando rimas imprevistas nos seus monturos.

CORA CORALINA

Comentários

  1. é mesmo uma beleza essa capa. Só espero que não tenham matado a cobra pra fazer isso especificamente. ;)
    Olha, fui lá ver o seu texto no conversa de Botiquim, mas não comentei ainda ali. Comento agora aqui: Gostei, poético e realista.
    Obrigada por me avisar :o)
    bjinhos

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  2. Darlan, golpe baixo. Adoro Cora Calina.

    Um abraço.

    ResponderExcluir

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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  

calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

<ímã>

A aldeia tem suas travas, e também seus vasos comunicantes, ou veias, a aldeia pulsa igual e diferente todos os dias, igual e diferente, atraindo todos os graus da vontade consciente e da curiosidade, as aldeias transformaram-se em monstrópoles e suicidades, e porque vieram para ficar, elas verão o fim do mundo. Darlan M Cunha