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gradações
do verde






JÁ SEGURASTE UM PEIXE VIVO ou / oder
DU BIST EIN SCHAFSKOPF ?

A introspecção, como sinal de tristeza, como sinal de culpa ou anomalia genética e moral, foi reinventada nos tempos modernos, e cá permanece parte dela, após exportada, diluída. Calma. Nada de entranhas malévolas, de subjetividades ou de ofensas gratuitas, senão a pomba se mexe mais do que lhe cabe mexer diante dos motes em questão.

Queres que tipo de folga nestas roupas ? De quais e quantas macerações nos cereais: de tantas quantas sejam as formas das pedras no leito do mar ? Pois bem, tê-las-ás, caso consintas em ver de perto o que nos acossa: o Estigma.

Que verdade os muros enrodilham, consentindo em pesadelos e artrites nunca de todo curadas, mesmo sob águas efervescentes como a água de colônia, antes de saírem para o amor as criaturas ?

dmc
*

Poema de MAO TSÉ-TUNG
Inscrição numa fotografia de milicianas

Estas belas e valentes heroínas com as suas carabinas
na parada que o sol começa a iluminar.
As filhas da China têm aspirações pouco vulgares,
pois preferem uniformes a vestidos de seda.

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calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  
foi uma sensação sem punhos, sem lábios, indício algum de ter existido Quando será que na ocidental sociedade (porque nas outras sociedades, parece, este é um caso perdido, sim, pois nos fazem vê-las, a elas, como casos perdidos. Há sociedades em que as mulheres não têm nem mesmo um nome), repito : quando será que as mulheres não perderão seu nome de solteira após casarem-se - a não ser que o queiram perder, por livre e espontânea vontade, e não pelo arraigado costume de se reconhecer mais esta submissão a que foram e ainda são submetidas perante os homens, costume este que continua roendo-lhes os dias e vazando-lhes as noites ? (DMC) ****** Poema de Astrid Cabral (1936- , Brasil) O FOGO Juntos urdimos a noite mais seu manto de trevas quando as paredes recuam discretas em horizontes de além-cama e num espaço de altiplano rolamos nossos corpos bravios de animais sem coleira e juntos acendemos o dia em cachoeiras de luz com as centelhas que nós seres primitivos forjamos com a pedra las...