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A PELE DO FUTURO


Alguém desce a ladeira,
consciente disso, vai e
cruza consigo mesmo
quando ainda era são, 
quando não era estorvo,
ou seja, antes de estar
na vida branca dos muros
entre os quais vêm de leve
à mente todos os ontens
anteontens e trasanteontes.
Eis na borra da manhã
o braço do estetoscópio
e o sorriso brando, algo
de velada despedida há
na canseira onde alguém
parou para escutar algo
do futuro, enfim, porque
o futuro também desce ladeiras.   


Poema: Darlan M Cunha
Foto: bg_noon2

Comentários

  1. magmamusica.blogspot.com30 de set. de 2012, 21:46:00

    Parabéns pelo seu blog, seus poemas e fotos. Gostei muito. Rever imagens de Minas me remetem sempre ao coração do Brasil... Abs, Manuel Blesa

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  2. Fico-lhe grato pela visita e pelo comentário, Manuel. A Casa é sua.

    Darlan

    ResponderExcluir

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alto & baixo

Barreiro - BELO HORIZONTE, MG * Todos fogem, querem mudança em sua mesmice, novos degraus com textos e tetos, de um modo ou de outro, sentem que a vida é minuto, frutas murcham depressa, animais logo estão cada vez mais sisudos e mal-humorados, e assim chegam às monstrópoles, às suicidades. * Darlan M Cunha  

calmaria

  Uma calmaria aparente dentro da aldeia, sobre ela uma zanga de nuvens - mas não se deve levar nuvens a sério, por inconstantes - sina - e levianas feito dunas e seixos escorrendo e escorregando daqui pra lá, de lá para além-lá, feito gente nos seus melhores e piores dedos, entraves, momentos, encontros e despedidas. Um gotejo aqui e ali, mas outro tipo de gotejo num lugar da casa vai trazendo à cena o verso do português Eugênio de Andrade (Prêmio Camões 2001), decifrando a lágrima: " a breve arquitetura do choro ." Darlan M Cunha

<ímã>

A aldeia tem suas travas, e também seus vasos comunicantes, ou veias, a aldeia pulsa igual e diferente todos os dias, igual e diferente, atraindo todos os graus da vontade consciente e da curiosidade, as aldeias transformaram-se em monstrópoles e suicidades, e porque vieram para ficar, elas verão o fim do mundo. Darlan M Cunha