CONHECIMENTO DO INFERNO
Deu-se com ele que o dia já lhe parecera, logo ao abrir as percepções, meio nublado, sensações mais que estranhas, senão alteradas, e nem debitou aquilo às cervejas e caipirinhas e, muito menos, aos tipos de petiscos, abundância de afagos, nada disso poderia influir naquela sensação tomando conta de seu corpo e de sua psique. Olhar e reolhar o próprio jardim é qualquer coisa de básico, embora quase ninguém se lembre deste preceito fundamental. Jardim, ou cinzas, sim, jardim, cinzas. Para ele começara, sem que o percebesse, começara o conhecimento do inferno, com suas águas de mágoa e ouro falso, de bocas entreabertas, mas bocas sem céu da boca - só vala abstrusa, seca, metuenda, algo com que todos os perseguidores sonham, sim, mas com ele a coisa seria diferente, pelo simples fato de que era o dono do seu próprio inferno, suas técnicas e táticas eram unas, únicas, unidas ao extremo de se conhecerem de longe, só pelo bafo multiplicado por ene. Queria viver, e isto é mesmo possível, mesmo no inferno.
Foto e texto: DARLAN
Foto e texto: DARLAN
Darlan,
ResponderExcluirEstou colocando seu link no meu blog. Quando puder e quiser dar reciprocidade, agradeço. Seu blog tem ótimas qualidades, a começar pela correção do texto.
Eurico (http://tabui.blogspot.com)
Prezado Eurico,
ResponderExcluirestá feito, na Guia "blogue com jeito". Agradeço-lhe a distinção.
Darlan